O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam sobre ele) disse: "Quando uma pessoa morre, suas ações cessam, exceto três: uma caridade contínua, um conhecimento benéfico ou um filho v
É permitido pronunciar palavras de incredulidade sob coação por medo de ser morto ou estuprado?
Pergunta
Se uma mulher for obrigada a pronunciar palavras de incredulidade sob ameaça de morte ou de estupro, é permitido que ela as pronuncie enquanto seu coração permanece firme na fé? E o que é melhor: permanecer paciente ou recorrer à concessão permitida pela lei islâmica?
Resposta
Não há diferença entre homens e mulheres quanto à coerção para pronunciar palavras de incredulidade
Não há diferença entre homens e mulheres quanto à regra referente à coerção para pronunciar palavras de incredulidade. Quem for submetido a uma coerção real pode pronunciar palavras de incredulidade com a língua, desde que seu coração permaneça firme e tranquilo na fé. Se uma mulher for ameaçada de estupro, é permitido que ela recorra a essa concessão da lei islâmica, e isso pode até ser a opção mais recomendável, pois a preservação da honra e da dignidade é um dos grandes objetivos da Sharia. Pronunciar exteriormente palavras de incredulidade sob coerção não constitui pecado enquanto o coração permanecer firme na fé.
A regra sobre ser forçado a pronunciar palavras de incredulidade
Se um muçulmano ou uma muçulmana for realmente obrigado a pronunciar palavras de incredulidade sob ameaça de morte ou de tortura severa, é permitido pronunciá-las apenas com a língua, desde que o coração permaneça firme na fé.
Allah diz:
"Exceto aquele que for coagido, enquanto seu coração permanecer tranquilo na fé." (Alcorão 16:106)
Esse versículo estabelece uma concessão legal para quem está verdadeiramente sob coerção.
Essa regra também se aplica às mulheres?
Sim.
Não existe diferença entre homens e mulheres nesse assunto.
Se uma mulher for obrigada a pronunciar palavras de incredulidade sob ameaça de morte, ela pode pronunciá-las enquanto seu coração permanece firme na fé. Ela também pode escolher permanecer firme e recusar-se a pronunciá-las.
O que é melhor: permanecer paciente ou utilizar a concessão?
Se a ameaça for de morte, ambas as opções são permitidas:
Pronunciar exteriormente palavras de incredulidade enquanto o coração permanece firme na fé.
Ou permanecer firme, mesmo que isso resulte na morte.
Em princípio, permanecer firme é mais meritório, mas não é obrigatório.
E se a ameaça for de estupro?
Se uma mulher for obrigada a escolher entre pronunciar exteriormente palavras de incredulidade ou sofrer estupro, ela pode pronunciá-las com a língua enquanto seu coração permanece firme na fé.
Nessa situação, parece ser preferível recorrer à concessão legal, pois as palavras pronunciadas sob coerção não prejudicam sua fé, enquanto a violação de sua honra representa um dano gravíssimo e muitas vezes irreparável.
Ela comete pecado se pronunciar palavras de incredulidade sob coerção?
Não.
Se a coerção for real e seu coração permanecer firme na fé, ela não comete pecado.
A lei islâmica isenta de culpa quem é verdadeiramente coagido e não o responsabiliza pelas palavras pronunciadas sob grave ameaça e intenso medo.
Conclusão
Não há diferença entre homens e mulheres quanto à regra da coerção para pronunciar palavras de incredulidade.
Quem estiver sob coerção legítima pode pronunciar palavras de incredulidade enquanto o coração permanecer firme na fé.
Se uma mulher for ameaçada de estupro, ela pode pronunciar exteriormente palavras de incredulidade e, nesse caso, recorrer à concessão pode ser a opção mais recomendável.
O que realmente importa é que o coração permaneça firme na fé, e não as palavras pronunciadas sob coerção.