Todo louvor pertence a Allah, e que a paz e as bênçãos estejam sobre o Mensageiro de Allah. Prosseguindo:
O Nome Divino “Allah” é o nome próprio e exclusivo d’Aquele que verdadeiramente merece ser adorado. É o mais específico e grandioso dos Nomes de Allah. Os estudiosos divergiram sobre se ele é derivado de outra palavra ou se é um nome próprio original e não derivado. Quanto à omissão do alif em sua escrita, isso está relacionado à ortografia árabe e à forma tradicional herdada de escrevê-lo, e não significa que o alif esteja ausente na pronúncia.
“Allah” é o Nome d’Aquele que verdadeiramente merece ser adorado, exclusivo de Allah. Em seu sentido verdadeiro, não é aplicado a ninguém além d’Ele.
Segundo aqueles que consideram o Nome derivado, seu significado remonta a al-ilah, isto é, a divindade adorada e merecedora de adoração. Assim, Ele é al-ma’luh, Aquele que é adorado, amado e engrandecido, e que merece todos os significados de perfeição.
Por isso, o Nome “Allah” reúne os significados dos Mais Belos Nomes e dos mais elevados Atributos. Allah é Ar-Rahman, Ar-Rahim, Al-Malik, Al-Quddus, Al-‘Alim, Al-Hakim, As-Sami‘, Al-Basir e possui todos os demais Atributos de perfeição.
As-Sa‘di — que Allah tenha misericórdia dele — explicou que o Nome Allah significa Aquele que é adorado, que possui a divindade e o direito de ser adorado por toda a criação devido aos Seus Atributos de perfeição. Somente Ele merece ser adorado, louvado, agradecido e engrandecido.
Os estudiosos divergiram sobre essa questão em duas opiniões conhecidas:
Primeira opinião: o Nome Divino não é derivado.
Ou seja, ele foi estabelecido desde o início como nome próprio do Senhor dos mundos e não foi tomado de outra palavra.
Segundo essa opinião, o alif e o lam fazem parte da estrutura original da palavra, e não se entende que “al-” seja simplesmente um artigo definido acrescentado a outra palavra.
Essa opinião foi atribuída a vários grandes imames da língua árabe e do conhecimento, entre eles Al-Khalil e Sibawayh, e também foi escolhida por Fakhr ad-Din ar-Razi.
Entre os argumentos daqueles que defendem essa opinião está o fato de que o Nome “Allah” é exclusivo d’Ele, enquanto os nomes derivados normalmente compartilham seu significado básico entre mais de um ser.
Outro grupo de estudiosos sustentou que o Nome Divino é derivado, embora tenham divergido sobre a raiz da qual ele teria sido derivado.
Entre as opiniões mais conhecidas estão:
O significado mais próximo do conceito de divindade é aquele relacionado à adoração e devoção, pois “ilah” é aquele que é adorado, e Allah é a verdadeira Divindade que, sozinha, merece ser adorada.
Entre os versículos utilizados como apoio por aqueles que defendem a derivação está a palavra de Allah:
“E Ele é Allah nos céus e na terra.”
[Al-An‘am 6:3]
E Sua palavra:
“E Ele é Aquele que é Deus no céu e Deus na terra.”
[Az-Zukhruf 43:84]
Ou seja, Ele é Aquele que é adorado nos céus e Aquele que é adorado na terra.
Uma das explicações morfológicas mais conhecidas é que a forma original da palavra era “al-ilah”, e depois ocorreram omissões e mudanças fonéticas até que se tornasse “Allah”.
Segundo essa opinião, a hamzah foi omitida e os dois lams foram assimilados, resultando na forma conhecida:
Al-Ilah → Allah
Os linguistas árabes mencionaram diversas explicações para essa derivação e transformação morfológica. Portanto, não é correto afirmar categoricamente uma única análise morfológica detalhada diante dessa antiga divergência entre os grandes linguistas.
Pode-se perguntar: se na pronúncia existe um alif depois do lam, por que a palavra é escrita:
الله
e não em uma forma que mostre explicitamente o alif correspondente à pronúncia?
A resposta é que a forma ortográfica da palavra segue a tradição árabe herdada, na qual o alif depois do lam no Nome Divino é omitido na escrita, conforme se estabeleceu na grafia dos exemplares do Alcorão e na escrita árabe.
Os linguistas e comentaristas mencionaram várias explicações para essa omissão. Entre elas, foi dito que o alif foi omitido na escrita para distinguir o Nome Divino de algumas outras expressões, além de outras explicações.
O importante é que a omissão do alif na escrita não significa sua omissão na pronúncia. A palavra é pronunciada:
Allah
com a conhecida vogal longa depois do lam. Portanto, a forma escrita não pode ser usada como evidência de que a palavra não contém esse som longo.
A escrita do Alcorão também possui características próprias conhecidas como rasm ‘Uthmani, e a grafia não precisa necessariamente corresponder letra por letra à ortografia moderna ou à pronúncia em todos os casos.
Essa questão está relacionada à divergência sobre a origem da palavra.
Segundo a opinião de que “Allah” deriva de “al-ilah”, a discussão sobre “al-” está relacionada à forma original da palavra e às posteriores omissões e assimilações.
Por outro lado, segundo a opinião de que o Nome Divino é um nome próprio original e não derivado, não é correto tratá-lo simplesmente como uma palavra comum à qual foi acrescentado o artigo definido “al-”, como em “al-qamar” (a lua) ou “al-kitab” (o livro).
Por isso, dizer que “Allah é simplesmente como al-qamar e al-kitab, aos quais apenas foi acrescentado o artigo al-” é uma simplificação imprecisa da questão, pois o Nome Divino possui uma particularidade linguística e religiosa, e os estudiosos divergiram desde o princípio sobre sua derivação e estrutura.
“Allah” é o Nome próprio d’Aquele que verdadeiramente merece ser adorado. É o maior de Seus Nomes e o que mais amplamente reúne os significados de perfeição. Os estudiosos divergiram sobre se ele é derivado ou não derivado.
Segundo a opinião da derivação, uma das explicações mais conhecidas é que ele vem de “al-ilah”, isto é, “Aquele que é adorado”, embora existam outras opiniões sobre a origem de sua derivação.
Quanto ao alif omitido na escrita, isso faz parte da tradição ortográfica árabe herdada e da grafia do Alcorão. Isso não significa que o alif esteja ausente na pronúncia, pois a palavra “Allah” é pronunciada com a conhecida vogal longa.
E Allah sabe melhor.